quarta-feira, 21 de maio de 2014

Diferença entre clima e tempo atmosférico


Objetivos da aula
1) Conhecer as diferenças entre clima e tempo atmosférico;
2) Compreender a dinâmica atmosférica da Terra e como o homem interfere nela;
3) Associar o clima a outros fenômenos, como altitude, relevo, maritimidade, continentalidade, densidade vegetal e evapotranspiração. Relacioná-los a fatores climáticos como temperatura, pressão e umidade, criando uma visão articulada entre os elementos e fenômenos que formam o meio ambiente;
4) Analisar como os diferentes tipos de clima interferem na opção por certas atividades econômicas e quais impactos sociais estão relacionados à dinâmica climática (enchentes, secas, desabamentos, etc.);
5) Determinar a relação entre determinadas ações humanas e mudanças climáticas em diferentes escalas. Exemplos: represas artificiais podem alterar o microclima local ou regional; a emissão de gases que provocam o efeito estufa (CFCs, metano e gás carbônico), através da queima de combustíveis fósseis, provoca o aumento da temperatura global, acelera o degelo das calotas polares e aumenta do nível do mar.


Olá pessoal, hoje o nosso assunto de estudo é climatologia mas, precisamente clima e tempo  atmosférico.
O primeiro aspecto que você precisa entender sobre a ideia de clima é que esse é diferente de tempo atmosférico
Clima Tempo atmosférico
Bem pessoal! Antes de saber o que é clima. Você precisa entender o que é tempo atmosférico
PRESTE ATENÇÃO:
Quando você diz o dia ou a noite está nublado, ensolarado, quente ou frio etc.. em um determinado momento. Estamos nos referindo ao tempo atmosférico. Certo???

Então o que é que vem a ser o tempo?
Conceituando:  
Tempo é o conjunto de valores (de temperatura, de pressão, de umidade e da precipitação) que, em um dado momento e em um certo lugar, caracterizam o estado momentaneo atmosférico de um determinado lugar (isto é, naquele momento específico).

Vejamos o mapa


Tempo corresponde ao estado da atmosfera num determinado momento, ou seja, é como se fosse uma “fotografia” da atmosfera, pela qual se percebem as condições meteorológicas, por exemplo: nublado e não nublado.
Exemplificando:
- Se está fazendo sol ou não
- Se está nublado ou não
- Fazendo calor ou não

É só isso pessoal!!! Não tem que complicar nada! OK?


E o que é o CLIMA??
Conceituando
CLIMA é a sucessão dos tempos atmosféricos que são estudados pelos especialistas da climatologia “os climatólogos” onde o tempo atmosférico que predominar num período de 30 anos de estudo (observação) é que vai caracterizar o clima do lugar que pode ser quente, frio nesse período de estudo (observação).

Uo seja, o clima corresponde à sequência habitual de tempos. Por exemplo, no Brasil predominam o verão chuvoso e o inverno seco, formando o clima tropical continental. Portanto, o clima é mais duradouro ou permanente e não muda constantemente como o tempo. 


Certo???
Agora como é que se chega a determinação do clima de um lugar:

Bem pessoal!! Essa determinação é dada por médias mensais e anuais das condições atmosféricas estudadas (observadas) num período de 30 anos no mínimo, levando em consideração:
   - nível de precipitação
   - nível de temperatura
  - vento (pressão)
  - umidade (massa de ar).




O tempo e clima
Geralmente as pessoas utilizam as palavras clima e tempo como sinônimas, porém tais empregos ocorrem de forma incorreta, pois cada palavra representa um significado distinto, ou seja, são diferentes. O tempo refere-se ao estado momentâneo que ocorre em um determinado local a partir do ar atmosférico que pode ocorrer de maneira lenta ou rápida. Em diferença, o clima refere-se ao conjunto de condições atmosféricas que ocorrem em determinados locais deforma marcante. Dessa forma, pode-se simplificar dizendo que o clima é a junção dos tipos de tempo que ocorrem em uma determinada região, tornando-se uma característica da mesma. O tempo pode mudar de uma hora pra outra e modificar diversas vezes em um só dia: de manhã o céu está claro ausente de nuvens, ao meio-dia o céu já apresenta poucas nuvens, às 14: 00 o céu está completamente coberto por nuvens, porém às 16:00 as nuvens se dissipam e o dia se torna abafado.As condições do tempo e as características do clima conseguem influenciar em toda a rotina humana, pois existem atividades que somente são realizadas em um determinado tempo com distintas características climáticas, ou seja, não é possível realizar algumas atividades se o tempo e o clima não estiverem propensos para tal

1)Observe o mapa abaixo e responda.

 
a) Veja o mapa acima e diga quais as cidades com previsão de tempo chuvoso. ______________________________________________________________________________________________________________________ 


b) Qual a cidade segundo a previsão do tempo acima com a previsão de temperatura máxima. ____________________________________________ 
c) Cidade com a previsão de temperatura mínima. _______________________________
d) Responda: os dados apresentados no mapa referem-se ao tempo ou ao clima?Justifique. ______________________________________________________________________  ______________________________________________________________________  ______________________________________________________________________ 
2) como são as mudanças de temperatura durante o ano no lugar onde vocêvive?__________________________________________________________________  ______________________________________________________________________  ______________________________________________________________________  __________________________________________ 
3)Coloque V nas frases verdadeiras e F nas falsas.
( ) o clima pode mudar várias vezes ao dia.
( ) a previsão do tempo é feita pelos meteorologistas.
( ) para que possamos definir o clima de uma região faz-se necessária a observação das características das condições atmosféricas desse lugar, num longo espaço de tempo
 
O que é clima?

NOÇÕES PRELIMINARES 
 
O clima de um lugar é determinado pelos elementos e fatores climáticos. Os elementos agem diretamente sobre o clima. São eles: a temperatura, a chuva (e outros tipos de precipitação), a umidade do ar, os ventos e a pressão atmosférica. Esses elementos sofrem alterações devido à ação dos fatores climáticos, dentre os quais podemos destacar a latitude, a altitude, as correntes marítimas, a continentalidade, vegetação e o relevo.
Da atuação dos fatores sobre os elementos climáticos resulta o tempo, que é a combinação momentânea dos elementos do clima.
Para se determinar o clima de um lugar qualquer, deve-se analisar as variações do tempo nesse local e qual a sua sucessão habitual, resultante da atuação dos fatores sobre os elementos do clima.
Sendo assim, pode-se aceitar como conceito de clima a definição de Max Sorre. “Clima é a sucessão habitual dos tipos de tempo num determinado lugar da superfície terrestre”.


a) ELEMENTOS DO CLIMA
Temperatura – As temperaturas não são iguais em toda a superfície terrestre. Em geral, variam em função da latitude, da altitude e da maritimidade e continentalidade.
Precipitação    A precipitação varia principalmente em função da latitude e da maritimidade e continentalidade.
Pressão Atmosférica    A pressão atmosférica não é igual em todo o planeta. As diferenças de pressão atmosférica ocorrem porque a Terra recebe quantidades desiguais de radiação solar. A pressão atmosférica exerce grande influência nos tipos de clima. A diferença de pressão dá origem aos ventos e, em última análise, à circulação geral da atmosfera.
O vento é o ar em movimento. São as diferenças de pressão atmosférica, como mencionando, que explicam esse movimento, que ocorre principalmente na horizontal, isto é, de uma área para outra. Mas esse movimento também pode ser vertical, ou seja, da superfície, onde o ar é mais aquecido, para altitudes mais elevadas.

b) FATORES DO CLIMA
- Latitudes- A temperatura varia na razão inversa da latitude. Assim, quanto mais baixa for a latitude, mais elevada será a temperatura.
- Altitude- A temperatura também varia na razão inversa da altitude. Assim, quanto maior a altitude, menor a temperatura do ar atmosférico.
- Massas de Ar - As variações do tempo atmosférico, que podem ser normalmente muito bruscas num único dia ou em períodos mais longos, são causadas pelo deslocamento das massas de ar. Apesar de as massas de ar se localizar numa imensa região oceânica ou continental, elas se movimentam, entra em choque e empurram umas às outras. Quando uma massa de ar se afasta de sua área de origem, ela leva consigo, suas características originais (umidade, temperatura). É por isso que massas de ar úmidas tendem a provocar chuvas nas áreas que atingem em seu deslocamento. E massas de ar frias costumam provocar queda de temperatura nas áreas para onde se deslocam.
- Continentalidade/Maritimidade- As áreas próximas ao mar apresentam, em geral, amplitude térmica pequena, ou seja, sofrem pequenas variações de temperatura. Já as áreas localizadas no interior do continente, onde a influência marítima é menor, apresentam oscilações de temperatura bem mais acentuadas. Cidades com latitudes iguais ou muito próximas, situadas no litoral e no interior dos continentes, apresentam amplitudes térmicas bastante diferenciadas.
- Correntes Marítimas - São grandes massas de água que se deslocam pelo oceano com condições próprias de temperatura, salinidade e pressão. Possuem  grande influência no clima, além de favorecerem a atividade pesqueira em áreas de encontro de correntes quentes e frias, nas quais há a ressurgência de plâncton.
Vegetação – As plantas retiram umidade do solo pela raiz e a enviam à atmosfera pelas folhas (evapotranspiração). Além disso, a vegetação impede que os raios solares incidam diretamente sobre a superfície. Assim, com o desmatamento, há uma grande diminuição da umidade e, portanto, das chuvas, além de um aumento significativo das temperaturas médias.
Relevo – Além de estar associado à altitude, que é um fator climático, o relevo também influi na temperatura e na umidade, ao facilitar ou dificultar a circulação das massas de ar. Por exemplo, no Brasil, a disposição longitudinal das serras no Centro-Sul do país formam um “corredor” que facilita a circulação da massa polar atlântica e dificulta a circulação da massa tropical atlântica.
 

 
 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

TEORIAS POPULACIONAIS.

Teoria Malthusiana

A teoria demográfica formulada pelo economista inglês Thomas Robert Malthus (1776-1834) foi publicada em 1798, no livro Ensaio sobre o princípio da população.
Segundo Malthus, a população mundial cresceria em um ritmo rápido, comparado por ele a uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...), e a produção de alimentos cresceria em um ritmo lento, comparado a uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6...).
Assim, segundo a visão de Malthus, ao final de um período de apenas dois séculos, o crescimento da população teria sido 28 vezes maior do que o crescimento da produção de alimentos. Dessa forma, a partir de determinado momento, não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra, produzindo-se, portanto, uma situação catastrófica, em que a humanidade morreria de inanição.
Malthus chegou a propor como única solução - para o problema da defasagem entre população e alimentos - o que ele chamou de "sujeição moral", ou seja, a própria população deveria adotar uma postura de privação voluntária dos desejos sexuais, com o objetivo de reduzir a natalidade, equilibrando o crescimento demográfico com a possibilidade de expansão da produção de alimentos.
Naquela época, a obra fez muito sucesso, mas hoje suas idéias são consideradas ultrapassadas pela maioria dos estudiosos. Para os críticos de Malthus, não se elimina a falta de alimentos diminuindo o número de nascimentos entre a população mundial, mas redistribuindo a riqueza produzida no mundo.
Na realidade, ocorre grande concentração de alimentos nos países ricos e, consequentemente, má distribuição nos países pobres. Porém, em nenhum momento a população cresceu conforme o cálculo de Malthus.

Teoria Neomalthusiana

É uma teoria que começa a se desenvolver nas primeiras décadas do século 20, baseada no pensamento de Malthus, razão pela qual passou a ser denominada de neomalthusiana.
O neomalthusianismo somente se firmou entre os estudiosos da demografia após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em função da explosão demográfica ocorrida nos países subdesenvolvidos. Esse fenômeno foi provocado pela disseminação, nos países subdesenvolvidos, das melhorias ligadas ao desenvolvimento da medicina, o que diminuiu a mortalidade sem, no entanto, que a natalidade declinasse.
Os neomalthusianos analisam essa aceleração populacional segundo uma ótica alarmista e catastrófica, argumentando que, se esse crescimento não for impedido, os recursos naturais da Terra se esgotarão em pouco tempo.
Para conter o avanço populacional, esses teóricos utilizam várias propostas, principalmente a da adoção de políticas visando o controle de natalidade, que se popularizaram com a denominação de Planejamento Familiar.
Algumas medidas adotadas por entidades mundiais (ONU, FMI, Banco Mundial, UNICEF, entre outros) nos países subdesenvolvidos, ajustadas a cada população, são exemplos de políticas de controle de natalidade: esterilização em massa de populações pobres (como foi feito na Índia e na Colômbia); distribuição gratuita de anticoncepcionais; assistência médica para uso de dispositivos intrauterinos (DIUs); divulgação de um modelo de família bem-sucedida, com no máximo dois filhos, em programas de televisão, na publicidade e no cinema.

Teoria Reformista

As idéias básicas desta teoria são todas contrárias às de Malthus: sua principal afirmação nega o princípio malthusiano, segundo o qual a superpopulação é a causa da pobreza. Para os reformistas, é a pobreza que gera a superpopulação.
De acordo com a teoria reformista, se não houvesse pobreza as pessoas teriam acesso a educação, saúde, higiene, etc., o que regularia, naturalmente, o crescimento populacional. Portanto, é exatamente a falta dessas condições o que acarreta o crescimento desenfreado da população.
Neste caso, é necessário explicar a origem da pobreza: os reformistas atribuem sua origem à má divisão de renda na sociedade, ocasionada, sobretudo, pela exploração a que os países desenvolvidos submetem os países subdesenvolvidos. Assim, a má distribuição de renda geraria a pobreza - e esta, por sua vez, geraria a superpopulação.
Outra crítica dos estudiosos reformistas aos malthusianos diz respeito ao crescimento da produção. Como vimos, para Malthus esta crescia em ritmo inferior ao da população. Para os reformistas, contudo, isso também não é verdadeiro, pois, com o início da revolução industrial e a consequente revolução tecnológica, tanto a agricultura quanto a indústria aumentaram sua capacidade produtiva, resolvendo, dessa forma, o problema da produção.
Os reformistas defendem que os governos deveriam implantar uma política de reformas sociais - na tecnologia, para aumentar a produção e resolver definitivamente o problema da sobrevivência humana, e na distribuição da renda, visando o acesso da maioria às riquezas produzidas. Só assim o problema da pobreza se resolveria. E, resolvendo o problema da pobreza, se resolveria também o problema da superpopulação. Ou seja, não haveria mais desequilíbrio entre uma e outra.

PIRÂMIDES ETÁRIAS

PIRÂMIDES ETÁRIAS

A estrutura etária da população é a distribuição dos indivíduos de uma população pelas diferentes idades ou grupos de idades (classes etárias).
O estudo da estrutura etária é de grande importância pois, se existir tendência para o aumento do número de jovens, pode ser necessário construir mais maternidades, escolas e infantários. No caso de a população estar a envelhecer, é provável ter de se construir mais lares para a terceira idade e reforçar o apoio médico.
Quando se estuda a estrutura etária da população tem-se em conta três grandes grupos etários:

· jovens, dos 0 aos 14 anos;
· adultos, dos 15 aos 64 anos;
· idosos, com 65 ou mais anos.

O estudo é feito a partir de uns gráficos chamados pirâmides etárias: gráficos de barras que representam a população por grupos de idade e sexo.

Tipos de pirâmides etárias e características:

Pirâmide Jovem: base larga, devido à elevada natalidade e topo estreito em consequência de uma elevada mortalidade e esperança média de vida reduzida. As pirâmides deste tipo representam populações muito jovens típicas dos países menos desenvolvidos. 
 
Pirâmide envelhecida: base mais estreita do que a classes dos adultos. Reflecte uma diminuição da natalidade e um aumento da esperança média de vida. É características dos países desenvolvidos.
Entre estes dois extremos existem situações intermédias:
Pirâmide adulta: a base é ainda larga mas existe um aumento da classe dos adultos e dos idosos. A taxa de Natalidade está a diminuir e a esperança média de vida a aumentar. 
Pirâmide rejuvenescida: reflecte alguma recuperação das classes etárias dos jovens em virtude do aumento da fecundidade.